Espiritualismo Ecumênico Universal

 
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6 – Como se programa o ego

 
Novo Tópico   Responder a Mensagem    Índice do Fórum Espiritualismo Ecumênico Universal -> Encarnação - A Maior Aventura do Espírito
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universalismo
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MensagemColocada: Qua Dez 17, 2008 3:14 am    Assunto: 6 – Como se programa o ego Responder com Citação

6 – Como se programa o ego

Estamos falando da encarnação, a maior aventura do espírito. Começamos definindo-a como a fusão do espírito com outra consciência, outro conjunto de verdades que nós chamamos de ego.

Falamos que isso é necessário para que o espírito alcance a evolução espiritual. Falamos que o objetivo da encarnação é você, o espírito, vencer o ego, ou seja, não aceitar a realidade que a personalidade humana lhe impõe.

Na última conversa falamos sobre como o ego cria as realidades da vida humana. Falamos que dentro da parte técnica da razão humana cria as formas planetárias, as individuais e as percepções de ação. Dissemos, ainda que a personalidade humana à qual o ser universal se liga para a sua grande aventura cria sensações ou emoções que também participarão da realidade de cada momento da vida carnal desta personalidade ilusória e temporária.

Isso foi o que conversamos anteriormente. Hoje ficamos de falar como se programa esse ego, ou seja, porque que um espírito vivencia um ego que cria uma determinada realidade e não outro que crie realidades diferentes.

Vamos ver porque um determinado espírito vivencia a encarnação ligado a uma personalidade humana que cria para ele a realidade de ser um mendigo ao invés de rico, ou vice-versa. Porque o ser vivencia um ego que lhe cria falsa realidade (maya, ilusão) de que ele é homem ou mulher, uma mãe ou um pai ou um filho, que lhe diz que ele é chefe ou empregado ou até desempregado.

Enfim, vamos ver hoje porque e como são criados os papéis da existência carnal que o espírito vivenciará durante a sua grande aventura.

Como já definimos anteriormente, a realidade virtual da vida humana, que Krishna chama de maya ou ilusão, é como um filme que passa na frente dos seus olhos. Na realidade real você, o espírito, não está vivendo o que está acontecendo, mas apenas assistindo ao acontecimento. Sendo assim, posso afirmar que a vida carnal de uma personalidade humana é, para o espírito, como se fosse um filme.

Como qualquer filme do mundo carnal, a vida humana tem roteiro pré-escrito, ou seja, antes de se começar a rodá-lo (nascer no mundo carnal) todos os acontecimentos estão pré-escritos.

Sendo assim, o espírito, que é o ator do filme não vai criar nada a respeito desta história durante a participação na filmagem, mas apenas representar os papéis a ele destinado nesta película. O espírito participou da montagem do enredo do filme antes, quando escolheu o gênero de suas provas, mas depois que o Autor (Deus) escreveu as cenas, o espírito (ator) não pode modificá-las. O espírito simplesmente interpreta os papéis a ele destinado pelo Autor.

Isso precisa ficar bem claro. Você, espírito, não é mãe: interpreta o papel de mãe. Não é homem, mulher, pobre ou rico: apenas interpreta estes papéis. Esta é a realidade real.

Apesar disso, muitas vezes esta realidade ilusória influencia a realidade do ator. Ou seja, muitas vezes – eu diria a maioria - o ator realiza uma introspecção tão grande do seu personagem que passa achar que ele é o próprio. Esta introspecção acontece a tal ponto que ele imagina que possui as características de personalidade do personagem. Ou seja, o espírito acredita que ele é o ser humano e não o ser universal que é.

O espírito precisa compreender isso fortemente. Precisa compreender que nesse planeta ele e todos os demais são espíritos, independente da situação de vida ou do papel que estão exercendo neste filme. Precisa compreender que ninguém é aquilo que aparenta ser, mas que se tratam de atores representado papéis pré-escritos para criar uma película. Precisa compreender que nenhum destes atores pode mudar o enredo da película, ou seja, que ninguém pode agir de forma diferente.

Precisa compreender, ainda, que se ele precisa seguir o script escrito pelo Autor, a forma como irá interpretar as falas e ações pré-escritas dependem exclusivamente dele. Ou seja, precisa compreender que o ser universal encarnado que não se deixa levar pelas características de um papel é um soberbo ator, enquanto aquele que se envolve com o personagem a ponto de achar que ele é o personagem é considerado pelo mundo espiritual como um canastrão, como um ator de pouca categoria. É considerado como alguém que não conseguiu interpretar perfeitamente o seu papel.

Portanto, no dia de hoje vamos estudar porque o espírito vivencia determinadas personalidades ao invés de outras, o primeiro aspecto que temos que entender é que esse mundo é uma peça de teatro ou um filme onde o que ele, espírito, imagina que é são apenas elementos constitutivos de um personagem que servirá como trampolim para a sua elevação. Precisamos ainda entender que ao viver estes papéis o objetivo do ator espírito é ser aplaudido pela audiência do filme – que é o mundo espiritual, o Universo, Deus – e não se realizar no mundo fictício da sua representação.
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MensagemColocada: Qua Dez 17, 2008 3:15 am    Assunto: Responder com Citação

Participante – Uma pessoa me disse assim: muitas vezes nós não conseguimos ver a vida como um filme. Temos que parar e nos conscientizarmos que é um papel apenas. Tem momentos em que o ego fala mais alto e todo estudo e preparação que nós estamos trabalhando caem por terra. Aí novamente nós temos que levar a pedra pela ladeira acima de novo. Respondi a ela que o que temos que fazer é levantar e seguir adiante. Ela me respondeu: mas até quando? O que eu acho é que ainda não vivemos de fato o que o senhor ensina como algo natural – pelo menos eu não. Acho que a prática é algo pessoal, mas acredito que nenhum de nós ainda consegue viver desta forma o tempo todo. Sendo assim, conseguimos num momento e no seguinte não. Acho que de passinho em passinho estamos evoluindo sim. Acho que realmente é difícil, mas também acho que todos nós temos conseguido avançar um pouco.

Concordo plenamente com você, mas deixe-me acrescentar alguma coisa.

Você diz que tem horas em que o ego fala mais alto. Não, isso é ilusão. Na verdade não há horas em que o ego fala mais alto, mas sim horas em que você, espírito, fala mais baixo. Uma coisa é diferente da outra.

É você, espírito, que cede a tentação e não o ego que fica mais potente. Esse é um detalhe importante de se compreender.

Apesar disso, nada há para se estranhar no fato de você, espírito, se perder muitas vezes nesta sua aventura. Repare que diferente de você eu disse muitas vezes e não algumas vezes.

Nada há para se estranhar de você, espírito, ceder ao ego muitas vezes. Sabe porque? Porque esse não é um mundo de regeneração, ou seja, um mundo de mudanças. Esse é um mundo de provação. Um mundo onde você encarna para provar a si mesmo que é capaz de buscar a elevação e não um mundo de regeneração completa, ou seja, de mudança total do seu jeito de ser.

Só a partir do próximo mundo que você, espírito, terá que executar o trabalho de regeneração completo. Repare: eu não falei na próxima encarnação, mas no próximo mundo de encarnações.

Digo isso, porque o mundo de regeneração vai levar, pela contagem de vocês, sete mil anos ou mais. Ou seja, se você, espírito, encarnou durante sete mil anos para provar que é capaz de buscar a elevação, agora terá mais sete mil anos de reencarnações para realizar a regeneração.

Sendo assim, pergunto: porque a pressa? Por que o desânimo? Se agora conseguir libertar-se do ego diga: louvado seja Deus. Se no momento subseqüente não conseguir, apenas diga: louvado seja Deus.

É isto que você precisa fazer. Até porque, se você pára de tentar quando não consegue e sofre e se acusando por não ter conseguido, novamente não conseguiu. Você não consegue num momento em que tentou e depois passa três, quatro, cinco, dez momentos se acusando de não ter conseguido, ou seja, não tentando.

Quando age assim, na verdade deixa de conseguir onze vezes ao invés de uma só.

Lembre-se do que Krishna ensina: quando você estava se lamentando parecia até um sábio, mas acontece que os sábios não se lamentam nem pelos vivos nem pelos mortos.

Participante - Se conseguir, conseguiu, se não conseguir. não conseguiu. Apenas assistir. É isso?

Sim.

Participante - O senhor já está no mundo de regeneração?

Se eu encarnasse agora para evolução, encarnaria num mundo de regeneração. A respeito disso, deixe-me explicar uma coisa.

Os “mundos” citados por Kardec (provas e expiação, regeneração, celestial) não são mundos espirituais. O espírito fora do processo reencarnatório não vive em nenhum destes mundos. Na verdade, estes termos definem características de egos ou personalidades temporárias que servem de instrumento para o processo de elevação espiritual.

Sendo assim, só nos planetas materiais, ou campo de provas da aventura encarnatória, é que existem esses mundos. São nos planetas que existem os de provas e expiação, os de regeneração e os demais citados por Kardec. Os que não estão vivendo o processo reencarnatório não vivem esses mundos.

Para lhe dar uma figura comparativa com elementos terrestres para que possa compreender o que quero dizer, diria que o Universo é uma escola – pois sempre estamos aprendendo algo – onde existem salas especiais onde são aplicadas as provas. As salas de aula é aquilo que vocês chamam de mundo espiritual desencarnado; as salas especiais de provas são os mundos que Kardec citou.

Participante - Esse mundo de regeneração é em outro planeta ou no planeta terra?

O mundo de regeneração que chegará será aqui mesmo no planeta Terra. Será nessa materialidade ou formato ilusório que o ego humano diz que é o planeta Terra que se instalará o mundo de regeneração.

É claro, algumas formas vão mudar para que isso aconteça, mas isso é assunto para outro dia.

Participante - Porque o espírito não evolui quando não está ligado há um ego?

Porque nenhum espírito evolui só por estudar. Nenhum aluno é promovido só porque estuda: é preciso fazer provas que estabeleça o quanto ele captou neste estudo. A ligação a um ego é a prova do espírito.

Sendo assim, quando no mundo espiritual ele “estuda” as matérias que precisa pára a sua evolução e depois se liga a um ego para provar que aprendeu o que estudou.

Lembre-se: ninguém passa de ano só por dizer “olha eu estudei e por isso já sei”. Existe a necessidade de se provar que sabe.

Participante – Porque a visão do espiritismo sobre a encarnação não fala concretamente da existência do ego?

Sabe por quê? Porque mais ou menos na época que era escrito O Livro dos Espíritos Freud estava escrevendo os tratados da psicologia falando da mente e do ego. Por isso seria impossível a Kardec fazer alcançar a compreensão que hoje para vocês é mais fácil.

Mas, esse complemento de hoje não ataca o que Espírito da Verdade disse a Kardec e nem o desqualifica. Na verdade, esse estudo de hoje atende pelo nome de evolução do que já foi ensinado.

Realmente O Livro dos Espíritos não fala concretamente da encarnação como estamos falando aqui, mas se você acompanhar o estudo que fizemos deste livro do Pentateuco Espírita verá que o que estamos dizendo aqui está escrito lá, com outras palavras. Aliás, já citamos diversas vezes este livro para mostrar o que estamos ensinando.

O problema não é o que o espiritismo diz que está escrito lá ou não, mas sim a santidade com a qual distingue o que entendeu quem leu o que Kardec escreveu. Quem acha que a doutrina espírita ditada pelo Espírito da Verdade no século dezenove encerra tudo o que pode existir, falta com a verdade com o próprio autor de O Livro dos Espíritos.

Isso porque o Espírito da Verdade ditou e Kardec escreveu: o avanço das informações irá continuar por toda eternidade. Sempre que Deus achar necessário, novas informações serão trazidas por novos mensageiros.

Apenas um detalhe: estas novas informações não podem contradizer o que já foi dito. Elas podem ampliar o conhecimento, mas nunca contradizer o que já foi dito.

Por isso citamos aqui, como agora, estes ensinamentos e os de outros mestres. Por isso estudamos diversos livros sagrados, inclusive O Livro dos Espíritos, sem jamais dizer “isso está errado”. Sempre dissemos que o texto estava certo, mas que a interpretação que se dava a ele carecia de novas informações para poder ser bem compreendido.

Portanto, o problema não está na doutrina em si, mas em quem transformou o espiritismo em uma doutrina estática, que jamais poderá ter seus conhecimentos expandidos. São estes que se desapegaram dos ensinamentos e não aqueles que ampliam os horizontes já descortinados.

Além do mais, o espiritismo não pode representar o todo que se pode conhecer, pois, como diz Kardec na introdução de O Livro dos Espíritos, ele se subordina ao espiritualismo. Esta doutrina de maneira alguma é estática e, por isso, o espiritismo também não o poderia ser.

A doutrina espiritualista, assim como a doutrina espírita que a ela se subordina, evoluirá constantemente através da concessão de Deus que transfere aos egos, conhecimentos científicos e morais que expliquem mais claramente os mistérios do além.
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MensagemColocada: Qua Dez 17, 2008 3:15 am    Assunto: Responder com Citação

Portanto, começamos a conversa de hoje definindo que a personalidade humana que serve para a grande aventura do espírito vivencia papéis durante a vida. Na verdade, a cada momento da sua existência você, ser humano, vivencia um papel.

Vamos dar um exemplo com uma seqüência de acontecimentos banais de uma existência carnal: um ser humano sai de casa para chegar ao trabalho.

Enquanto está em casa, este ser humano vivencia o papel de morador. Ao mesmo tempo, enquanto é morador ele pode vivenciar o papel de pai ou mãe, se está interagindo com um descendente, de filho ou de cônjuge. Pode ainda vivenciar o papel de rádio ouvinte, de leitor de jornal, etc. Ou seja, ele vivencia diversos papéis dependendo de com quem ou com que está interagindo.

Em um momento subseqüente este ser humano sai de casa para pegar o ônibus. Neste momento ele deixou de representar o papel de morador e passou a vivenciar o de transeunte. Quando entra no ônibus passou a ser o passageiro; quando desce dele volta a assumir o papel de transeunte.

Quando este ser humano atinge o seu objetivo, chega ao trabalho, assume o papel de empregado ou patrão. Lá poderá vivenciar ainda outros personagens como companheiro de trabalho, atendente de clientes, etc.

Em resumo, são diversos os papéis que o ser humano vivencia ao longo de um dia de sua existência carnal. Eu diria melhor: a cada momento na sua vida o ser humano interpreta um papel.

Acho que isso é simples de se entender. Vamos complicar a coisa.

O que é um papel? O que é ser um pai ou uma mãe? O que é ser um filho, uma mulher, um transeunte, um morador? É sobre isso que vamos falar agora.

Cada papel da vida é constituído por uma série de verdades, conceitos, regras e normas que dão aquele papel determinada característica.

O professor, por exemplo, é um papel onde o personagem se vê obrigado a ensinar ao próximo. Por isso, na vivência desse papel, o ser humano assume a postura de sábio, de que sabe tudo. Além disso, é necessário que ao vivenciar este papel a personalidade humana tenha características de líder, pois ele precisa assumir a liderança dos seus alunos.

Enfim, existem diversas características que são universais para aquele carma ou para aquele papel da vida. Não importa em que parte do mundo a personalidade humana esteja, o professor tem sempre algumas determinadas características.

Além destas características globais, ainda vivendo o papel de professor, o ser humano pode ter outras. Estas características eu diria que são regionais. Ou seja, em algumas sociedades do planeta o papel ganha características específicas de acordo com a “cultura” local.

São essas características que pertencem aos papéis que o personagem humano vivencia que levam o espírito a vivencia-los através do ego durante a grande aventura encarnatória.

Sendo assim, nenhum espírito, por exemplo, vai ser mãe porque quer ser mãe, porque quer dar a luz, porque quer preservar a espécie ou por qualquer outro motivo. Ele vai ser mãe para poder vivenciar as verdades, conceitos, regras e normas que a maternidade (característica do papel mãe) traz.

O ego de um espírito é programado para a existência exercendo o papel de mãe para que as características da maternidade orientem a sua criação da realidade.

Por exemplo: a verdade da maternidade que diz que a mãe tem que proteger o filho. Isso é uma característica do papel mãe, trata-se de um conceito que a razão humana diz que é real, “certo” e que deve ser feito. Porque ele cria essa realidade para aquele espírito? Porque este ser pediu para vencer essa sensação.

O espírito na erraticidade, de posse da sua consciência espiritual, escolheu como gênero de provação para esta encarnação vencer a posse de outras pessoas. Por isso Deus programou para a personalidade humana que ele vivencia durante a grande aventura a vivência do papel de mãe.

Vivenciar o papel de mãe quer dizer que o espírito pediu para provar a si mesmo que já venceu a sensação de ter que proteger os outros, a de domínio sobre o próximo, pois proteção e domínio é poder sobre os outros, é posse. Vencendo estas sensações o espírito terá executado o trabalho do despossuir que é ensinado por Cristo e que, portanto, faz parte do trabalho da reforma íntima.

Sei que vocês vão me dizer que nenhuma mãe faz isso com o sentimento de posse, mas por amor. Acontece que o sentimento que vocês chamam de amor nada mais é do que posse. Quem ama materialmente possui o próximo, ou seja, exige ser amado para continuar amando.

Por isso Deus programa para esta existência de um determinado espírito, para este programa de provações dele, a vivência de um personagem que vivencie a maternidade como um dos seus papéis. Para isso foi preciso antes programar que este espírito vivenciasse esta aventura com a forma de mulher.

Assim, está respondida uma questão que fizemos antes: porque você, espírito, vivencia nesta encarnação a forma mulher e não a de homem? Porque homem não pode dar a luz e com isso não poderia vivenciar o papel da maternidade com todos os conceitos e sensações e sensações que lhe são característicos.

Isso preciosa ficar bem claro para todos: todo papel vivenciado por uma personalidade humana durante a existência carnal possui características determinantes e essas correspondem a prova do espírito veio fazer. Sendo assim, estas características não são normais, mas sim elementos dos quais o espírito precisa se libertar.

Para tanto, o espírito precisa utilizar-se do ecumenismo que já falamos, ou seja, da libertação das leis e padrões doutrinários que padronizam a ação. Isso porque as características de cada personagem padronizam verdades e modos de proceder que criam o “certo” e o “errado”, o “bom” e o “mal”.

Além dos conceitos inerentes a cada papel da vida humana, eles também são medidos por outros conceitos. Ou seja, cada um dos papéis que um ser humanizado pode vivenciar durante a encarnação são distinguidos com pesos ou valores conceituais diferentes.

Vou dar exemplos do que estou dizendo. O papel de médico é muito mais valorizado na vida carnal do que um papel de lixeiro. O papel de proprietário de imóvel é mais valorizado do que o de inquilino. O de mestre ou professor é mais valorizado que o de analfabeto.

Sendo assim, posso dizer que para as personalidades humanas existe uma escala de valorização para cada papel. Isso acontece para os seres humanos, mas para o espírito que se prepara para a sua aventura essa escala de valorização material não tem valor algum.

Nenhum espírito pede para vivenciar o papel de médico, por exemplo, pela vontade de ser médico ou pela valorização desse papel frente à sociedade que irá conviver. Nenhum espírito pede para vivenciar a sua existência carnal como rico ou pobre pensando como o ser humano pensa, ou seja, valorizando as coisas como o ser humano valoriza.

O importante para o espírito não é o valor material que se dá a cada papel, mas se aquele personagem que irá vivenciar será instrumento fiel da sua provação.

Então por exemplo, o espírito que precisa vencer a soberba de se imaginar Deus, ser superior a tudo e a todos, que se imagina com a capacidade de dar a vida ou a morte para as pessoas, poderá vivenciar o papel de médico. No entanto, isso não acontecerá porque – vou usar palavra de vocês – ele está de olho grande no conforto material que essa profissão trará ou na repercussão do que ele poderá fazer em benefício da saúde dos outros, mas sim porque estas características são exatamente o que ele precisa para a sua provação.

Isso é importante: Deus só escolherá um papel para o personagem humano do espírito se ele contiver as características necessárias para que aquele ser possa fazer a prova que pediu para fazer. Isso é fundamental para se entender a grande aventura do espírito.

Digo isso porque essa escala de avaliação dos papéis é acompanhada na razão humana, do conceito de que viver um papel bem avaliado é estar bem de vida. Os seres humanizados imaginam que aqueles que possuem fama, prestígio, saúde ou objetos materiais estão bem de vida e, por isso, imaginam que os espíritos libertos da ação do ego se preocupam em ter estas coisas. Isso é uma ilusão.

Esta idéia é tão forte que até a encontramos nos círculos espíritas, daqueles que compreendem que a vida é uma encarnação. Em O Livro dos Espíritos, logo depois do Espírito da Verdade afirmar que o espírito tem conhecimento do que viverá na encarnação porque escolhe o gênero de suas provações, Kardec pergunta: sendo assim, não seria lógico que todos escolhessem uma vida nababesca? O ser liberto da carne (Espírito da Verdade) dá então a lição: não, pois o que move o espírito liberto do ego não é o benefício material, mas o anseio de sair da sua maior aventura tendo realizado os objetivos pelos quais ele encarnou.

O espírito livre da ação da personalidade humana que sabe que é necessário para a sua elevação vivenciar uma existência onde haja penúria, sofrimento e doença, se entrega a ela em júbilo, sem desejar nada diferente.

Se para alcançar o seu ideal (aproximar-se de Deus) o espírito sabe que vai vivenciar uma personalidade humana que tem o corpo coberto de chagas, como faz a lepra, ou ainda a de um mendigo que vive andando no meio da rua em extrema carência, ele se entrega a tudo isso com o sorriso nos lábios, se tivesse boca para sorrir.
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MensagemColocada: Qua Dez 17, 2008 3:17 am    Assunto: Responder com Citação

Acho que deu para ficar clara a questão do porque o espírito vive determinado papel em cada existência: porque ele contém os elementos do gênero de provas escolhidos pelo espírito. Mas, porque o espírito escolhe tal ou tal gênero? Vamos falar sobre isso agora.

Para falar sobre isso vou abordar um tema que vocês com certeza já ouviram falar muito: carma. È a “lei do carma” que rege os gêneros de provação de cada ser e, portanto, que determina os papéis que serão vivenciados pelo espírito durante a sua grande aventura.

Apesar de já terem ouvido falar muito sobre o carma, creio que até hoje vocês não compreenderam bem o tema. Acreditam que o carma seja expiação, ou seja, pagamento de débitos, uma penalidade imposta ao espírito por haver em determinado momento agido espiritualmente de forma “errada”. Isso é ilusão.

Deus não é juiz; Deus não é vingador e nem vingativo. Deus é Justiça e Amor. Sendo assim, Ele não puniria seus filhos. Tanto assim que Cristo ensina: tudo que se fizer contra Deus será perdoado; apenas o que se fizer contra o espírito santo é que terá que ser ressarcido. Portanto, o carma não tem nada haver com negativismo.

O carma é reação, é a justa medida do que você plantou.

Se você dá um soco na parede, existe uma reação pré-programada: você vai machucar sua mão. Mas, este machucado não acontece como penalidade por ter socado a parede, mas sim porque praticou a ação. Ou seja, por uma reação natural ao que foi praticado.

O que precisamos realmente compreender sobre carma é que ele é uma justa reação àquilo que você plantou. A lei do carma não existe para puni-lo, mas para dar a César o que é de César.

Tem gente que planta pimenta e quer colher rosas: isso é impossível. Quem planta pimenta só terá pimenta para se alimentar. É isso que é o carma: o retorno da justa medida do que foi plantado. Quem planta pimenta não colherá os frutos do que plantou como uma penalidade, mas sim por justiça.

Falando do nosso tema, encarnação, a lei do carma é a Justiça de Deus em ação. É isso que precisamos entender: o carma é a Justiça de Deus em ação.

Plantando pimenta, Deus fará nascer pimenta; plantando rosas, Deus fará nascer rosas.

Mas, ainda há mais a ser dito sobre o carma.

Além de ser a Justiça de Deus em ação, o carma também é o Amor de Deus em ação. Vamos tentar entender isso.

O que seria, pensando em termos de encarnação, o “plantar pimenta” que eu usei como exemplo? Uma escolha sentimental do espírito, ou seja, o ego a partir das características de um determinado papel propôs ao espírito uma sensação e ele, ao invés de permanecer vibrando dentro do amor universal, preferiu a sensação. Só que ao fazer isso o ser universal não respondeu a questão da prova aproximando-se de Deus.

Ou seja, quando um ego vivenciando um papel na aventura encarnatória uma sensação de tristeza e o espírito se subordina a ela, não evoluiu naquele momento. Ele não passou na provação naquele momento.

Isso para algumas religiões seria a mesma coisa que condenar esse espírito ao inferno, pois para elas a provação mal sucedida não tem mais volta. Mas, nas doutrinas que trabalham a evolução passo a passo, ou seja, que contém o elemento reencarnação, representa que uma nova oportunidade será concedida ao espírito realizar sua prova.

Esse é o motivo pelo qual o Espírito da Verdade diz que a encarnação existe para dar oportunidades ao espírito que não soube aproveitar as anteriores. Ele diz mais: tal processo existe pelo Amor de Deus à seus filhos.

Sendo assim, podemos compreender que a lei do carma é justa, pois dá a quem “errou” o que ele mereceu (uma nova oportunidade de elevação) e amorosa, pois o fato de poder tentar novamente sem ser condenado por ter falhado originalmente é fruto do Amor de Deus.

Aí estão as duas características do carma: Amor e Justiça. Nada de penalidades, nada de castigo. Trata-se da ação – sim, porque a lei do carma é regida por Deus – de um Pai amoroso e zeloso e não de um juiz, um justiceiro ou um verdugo.

É movido por estas duas características que Deus administra a lei do carma (dar a cada um segundo as suas obras) gerando os papéis que cada espírito vivenciará através de uma personalidade humana durante a sua grande aventura. Ele escolhe cuidadosamente cada papel a ser representa observando sempre o que é justo e o que pode realmente servir como uma oportunidade de elevação ao ser universal.

Agora a nossa aventura vai ficando com contornos bem delineados: o espírito escolhe o gênero de provas que irá realizar durante a encarnação e Deus, através da lei do carma, escolhe papéis e situações onde elas possam ser realizadas, sempre tendo em mente a melhor oportunidade para a elevação espiritual do ser.

Isso é o carma ou expiação. Ele nada tem a ver com penalidades.

A idéia do ”ter que pagar” criou-se pela vinculação que foi feita da Justiça de Deus ao sistema penal humano. No sistema judiciário de vocês a justiça existe para penalizar o infrator, mas no de Deus ela existe para dar a cada um segundo as suas obras, mas nunca deixando de lado uma base amorosa, ou seja, a de dar uma nova oportunidade àquele que não aproveitou a anterior.

Com isso não quero dizer que a idéia do “ter que pagar” está “errada”. Como toda idéia, esta também é criada pela personalidade humana, ou seja, é mais um conceito humano gerado pelos egos que serve como elemento de provação dos espíritos. É por isso que diversos sistemas doutrinários religiosos a contém.

Mas, como vimos anteriormente, o espírito deve se libertar dos sistemas doutrinários e viver o ecumenismo, a ausência de normas e regras que ditam verdades e costumes. Vivendo liberto da verdade imposta pelo ego o espírito compreenderá que Deus é puro amor e com isso poderá entender que o carma não pode conter elementos punitivos.

Resumindo, então, afirmo que o carma ou expiação é que governa a escolha dos papéis do espírito durante a sua grande aventura. Ele é fruto da Justiça e do Amor de Deus pelos seus filhos, ou seja, é um ato justo e amoroso.

A definição que acabei de dar para carma contraria tudo que vocês ouviram até hoje e a forma como lidam com a idéia do carma, não?

Por exemplo: quando uma pessoa “enche o saco” de vocês, dizem que ela é o seu carma, não é mesmo? Ou seja, dizem que aturar aquela pessoa é a pena de vocês. Com a nova definição do carma que dei, esta pessoa deixa de ser aquele que lhe “enche o saco” e passa a ser um grande amigo seu, alguém que está lhe trazendo o “bem”.

Sim, aquela pessoa é o seu carma, mas não no sentido de ser uma pena que vocês tem que pagar. Ela é o seu carma porque ela é instrumento da provação que você, espírito, precisa fazer para aproximar-se de Deus.

Mais: ela só está ali porque você pediu especificamente para viver aquele gênero de provação. Ou seja, é um amigo que está atendendo a um anseio seu.

Será que deu para compreender o que eu quis dizer? Será que deu para compreender que todos aqueles que são os seus inimigos são instrumentos carmáticos da sua existência? Ou seja, eles são o resultado do que vocês plantaram anteriormente (ter deixado se levar pelo ego e vibrado dentro de uma sensação humana).

Aquelas pessoas não estão ali por acaso e nem agem de determinada forma porque querem lhe ferir: Eles estão ali e fazem o que estão fazendo para criar situações que são provas que vocês pediram e fazem tudo o que vocês não gostam nem querem, por amor a vocês.
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MensagemColocada: Qua Dez 17, 2008 3:17 am    Assunto: Responder com Citação

Participante - Por que a gente demora tanto tempo para entender isso? Por que a gente não nasce com a consciência da necessidade de que tudo é bom e acontece da forma como estabelecemos antes de encarnar?

Porque senão não haveria prova.

Veja, quando formos estudar os sete graus de consciência do espírito entenderá que a primeira coisa que você, espírito, precisa é transformar-se em ser humano, ou seja, subordinar-se ao ego. Isto é necessário porque se você não se subordinar ao ego não tem como vencê-lo e sem a vitória não há elevação.

O que você propõe é o mesmo que subir um pico utilizando um bondinho para chegar lá em cima. Essa escalada não tem valor, pois não tem vitória.

A vitória é o resultado de um esforço. Para alcançá-la é preciso trilhar passo a passo a escalada.

Sei que para muitos uma escalada é perigosa e difícil, mas no caso da aventura que estamos conversando (encarnação) não o é. Na verdade, a escalada da elevação espiritual é realizada por uma trilha muito fácil de ser percorrida. Sabe por que? Porque existem diversas tabuletas em todo os lugares indicando qual caminho deve ser seguido.

A partir do momento que você, espírito, entra nesta escalada, ou seja, a partir do momento em que se transforma em ser humano, existem os ensinamentos dos mestres que dizem: Deus lhe ama; se Deus é a seu favor quem pode ser contra você.

Esta é uma tabuleta que lhe indica o caminho da jornada. Como utilizá-la? Se Deus lhe ama, utilize todo o seu esforço para amar a Deus acima de todas as coisas; se ninguém pode ser contra você, utilize todo o seu esforço para amar o próximo como a si mesmo. Ou seja, utilize todo seu esforço para não vibrar críticas, acusações ou ofensas contra os outros.

Olha as tabuletas aí mostrando o caminho. O problema moço, não é ter que realizar, mas sim o não querer se libertar do ego. Aí esta a grande dificuldade.

O espírito é como um estudante que diz que não precisa mais estudar determinado assunto porque já sabe tudo. Quando chega na hora da prova ele descobre que não sabia tanto assim. Aí diz que deveria ter se aplicado mais ao estudo, mas agora já é tarde.

Sabe porque o espírito precisa realizar esta grande aventura, ou seja, encarnar, realizar provas? Porque, assim como a Eva bíblica, ele um dia comeu do fruto da árvore do conhecimento porque queria ser como Deus, ter o Seu Poder.

O ser humanizado, ou seja, o ser ligado a uma personalidade humana quer ter o poder sobre as coisas e as pessoas deste mundo. O ego, como a cobra tentadora, lhe diz que ele tem. Por isso o espírito se apega tanto às razões da personalidade humana.

Pergunte a um espírito que está vivendo o papel da maternidade se ele quer se libertar da paixão possessiva que é característica deste papel e, com isso, não ter mais o ilusório poder sobre o destino do filho. Claro que ele não vai querer, pois a mácula que lhe levou a este sistema de provação é exatamente esta: querer ter o poder sobre as coisas e os outros.

Mesmo quando o filho luta contra essa paixão, a personalidade mãe, que diz que ama o filho acima de qualquer coisa, entra em embate com ele gerando oportunidades para aquele ego criar sofrimento. Que amor é esse faz alguém sofrer? A personalidade mãe não está lutando por amor ao filho, mas sim para continuar detendo o poder sobre o outro e o espírito que quer justamente isso, prende-se mais à esta personalidade.

Nas personalidades humanas não existe amor verdadeiro, mas sempre posse. Isso porque o amor gerado pelo ego é uma sensação subordinada à critérios e verdades. A personalidade humana só ama aquele que é e faz o que ela quer. Se outra pessoa não é do jeito que aquele ser humano quer ou faz algo que ele não gosta, acabou-se o amor. Amor verdadeiro não acaba nunca.

Falando em termos espirituais, sabe o que é o espírito que vibra dentro destas sensações criadas pelo ego? Um obsessor.

Os espíritos humanizados (aprisionados às sensações humanas) são seres obsessivos. Por isso o Krishna os chama de fantasmas, seres fantasmagóricos.

Os espíritos que vivenciam as coisas do ego como realidade, assim como os fantasmas do mundo de vocês, são seres aprisionados em posses, quer sejam elas materiais, sentimentais ou morais. O pior: nada fazem para se libertar dessa possessão. Ao contrário: entregam-se cada vez mais ao que o ego diz, apesar das milhares de tabuletas (ensinamentos dos mestres) que falam ao contrário.

Desculpa se choquei alguém com o que acabei de dizer, mas se não chocarmos o espírito com a realidade, ele não vai conseguir resolver o seu problema atual: promover a reforma íntima para aproximar-se de Deus. Continuar achando normal ser um ser humano, quando o que ele vivencia durante da sua grande aventura é uma anormalidade na existência do espírito.
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MensagemColocada: Qua Dez 17, 2008 3:18 am    Assunto: Responder com Citação

Para encerrarmos definitivamente a questão realidade que vive a personalidade humana, vamos decodificá-la para a realidade real. Para isso usaremos o que já falamos até aqui: a criação da percepção com as suas três etapas e as sensações que formam a ilusão e a realidade real que está acontecendo, bem como a motivação para que este acontecimento ocorra. Para isso usaremos o seguinte exemplo: um ser humanizado diz uma coisa para o outro e este se sente ofendido.

Começamos afirmando: este momento não existe. Não há ninguém falando, não ninguém ouvindo, não há palavras sendo proferidas: tudo isso é criação perceptiva do ego humano. Todos estes elementos e toda ação contida neste momento não existe em lugar algum a não ser na mente primária do espírito que onde o ego lança a realidade ilusória criada.

Isso precisa ficar bem claro: quem está falando, quem está ouvindo, o cenário onde eles estão, o som, o ato de falar e o de ouvir são apenas criações do ego que estão existindo dentro da mente primárias do espírito e em nenhum outro lugar. Saibam de uma coisa: espíritos não falam, espíritos não ouvem como vocês consideram ouvir e falar.

Tem uma figura de um livro famoso (Nosso Lar de André Luiz) que fala disso. Em uma das passagens André Luiz vai visitar uma enfermaria da cidade espiritual e vê milhares de espíritos deitados em maca. Ao prestar atenção aos seres ele observa pela movimentação facial dos seres que ali estão que eles não estão apenas dormindo. Por isso pergunta ao mentor que lhe acompanha: o que estes espíritos estão fazendo? A resposta: Vivendo as suas vidas.

Claro que isso ainda é em sentido figurado porque envolve formas, mas dá para termos uma noção da realidade real. Os espíritos na realidade real estão “dormindo” (desligados do seu habitat) vivenciando mentalmente as situações da personalidade humana à qual estão ligados. No nosso exemplo, dois espíritos, que podem nem estar em macas lado a lado, estão “dormindo” vivenciando um encontro entre ambos imaginando que estão ouvindo e falando palavras que expressam idéias que imaginam serem reais.

Ao mesmo tempo, estes espíritos estão pulsando, ou seja, recebendo e emitindo sentimentos. Deitados em suas macas eles recebem o amor universal do Universo e o irradia para o Universo. Apenas para fazer uma figura, este procedimento do espírito é como um coração humano que recebe sangue do corpo e o bombeia de volta para o mesmo corpo.

Essa é a realidade real que está acontecendo agora: você, espírito, está “dormindo” no Universo pulsando enquanto em sua mente primária estão passando as imagens de ler estas palavras e estão sendo formadas ideais a respeito delas.

Acontece que o espírito durante a sua pulsação recebe o amor universal, mas nem sempre irradia este mesmo sentimento. No nosso exemplo, se o espírito que está ligado à personalidade humana que está recebendo a “calúnia” crer que ele é o ser humano e acreditar que realmente foi caluniado, ou seja, se prender ao que o ego cria, irradiará esta sensação ao Universo e não o amor universal.

Agora chegamos à realidade real: você o espírito está sempre “dormindo” no Universo enquanto a personalidade humana cria idéias de ações. Durante este momento estará recebendo amor universal e irradiará de volta para o Universo aquilo que decidir acreditar como real. Acreditando que é um espírito vivendo uma aventura encarnatória irradiará amor universal; crendo que é a personalidade humana e que aquelas sensações são reais, irradiará o que o ego estiver criando.

Explicadas as ações (reais e ilusórias) resta, então, entender a motivação pela qual o espírito está vivenciando especificamente aquele acontecimento.

Mas porque esse momento aconteceu com você, espírito? Porque você, espírito, vivenciou aquele momento assumindo o papel de ofendido? Porque esse papel é o seu carma, ou seja, porque é a justa medida que você plantou anteriormente e serve como instrumento para a sua elevação espiritual.

Se um espírito, por exemplo, precisa provar que aprendeu a amar ao invés de criticar o próximo, Deus pode escolher para ele o papel de funcionário subordinado a um chefe que não o respeite. Este ser vivenciará esta realidade porque neste papel estão as características necessárias para a sua provação.

Sei que existem chefes bonzinhos e que todos deveriam se tratar respeitosamente, mas este não pode ser o superior do espírito que pediu para realizar tal provação. Ele precisa do chefe que não o respeite para que possa haver a sua provação, pois esse é o carma daquele espírito.

Para este ser, estar subordinado a um chefe que não lhe respeite é questão de justiça, pois se ele precisa passar por esta provação é sinal de que ainda não conseguiu libertar-se de pulsar o padrão vibracional “sentir-se ofendido”. Mas, estar subordinado a este chefe é acima de tudo um ato amoroso de Deus, pois Ele está concedendo a este filho uma nova oportunidade para alterar a sua vibração, libertando-se da sensação ou do padrão vibratório que o ego criou para aquele momento. É uma nova oportunidade para o ser provar que aprendeu que deve manter-se sempre em paz, harmonia e felicidade incondicional.

Aí está um raio X de cada momento da sua existência. Aí está um raio-X de cada momento da existência de todos os seres do planeta Terra.

O que dissemos aqui vale para qualquer situação de vida que você imaginar. Um casamento, uma maternidade ou uma paternidade é isso. O relacionamento de dois seres humanos é sempre fundamentado por estes valores que acabamos de falar, pois como Cristo ensinou, o superior sempre prevalece ao inferior.

Se você pudesse passar todos os seus relacionamentos e todos os momentos de sua existência por uma máquina que mostrasse a realidade do acontecimento veria isso. Seria esta realidade que você perceberia e não aquela que o ego está dizendo que está ocorrendo.

Sei que estas afirmações parecem novas, coisas novas. Uma pessoa inclusive me perguntou porque o Espírito da Verdade não falou disso em O Livro dos Espíritos. Estas coisas apenas parecem novas, mas não são.

Quem acompanhou o estudo que fizemos de O Livro dos Espíritos pode reparar que eu disse tudo que estou falando aqui agora ao ler cada questão que lá estava. Eu não mudei o meu discurso e nem mudei uma palavra do que estava escrito. Para dizer tudo igual ao que estou falando agora, apenas ampliei a compreensão sobre o que o Espírito da Verdade falou.

Tudo o que estou dizendo aqui está lá, mas escrito nas entrelinhas. O problema é que o ego decodifica o que está escrito a partir de conceitos pré-existentes. Como a doutrina espírita não ensina o que estamos conversando, o ser humano, ao ler O Livro dos Espíritos, não consegue encontrar. Mas, está lá, nas entrelinhas.

Aliás, não é só o Espírito da Verdade que ensina estas coisas, mas todos os mestres. Quem acompanhou o estudo do Bhagavad Gita e do Bhagavata Puranas, dos sutras budistas, dos textos do Novo Testamento, das Cartas de Paulo e do Evangelho de Tomé pode reparar que eu nunca alterei o que falei. Posso ter descrito esta realidade com palavras diferentes, mas nunca disse ao contrário.

Saibam de uma coisa: todo trabalho dos espíritos desencarnados em prol dos encarnados, assim como de todos os mestres, têm como finalidade levar o espírito a entender essa visão além da forma, além da materialidade, que está acontecendo na realidade real.

Enfim, este é o raio-X de cada segundo da sua existência.
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MensagemColocada: Qua Dez 17, 2008 3:19 am    Assunto: Responder com Citação

Participante – Esses dias estava pensando em Deus e que quando eu desencarnasse a primeira coisa que procuraria era Ele. A resposta que tive é que me veio à mente é que não ia achá-lo, pois não dava para vê-lo. Deus seria apenas uma emanação de amor, podemos só senti-lo. Como é Deus, se for dessa forma, como escrevemos o livro da vida?

Olha, vou ter que responder do mesmo jeito que já lhe responderam: não dá para saber isso. Faltam elementos à razão humana para conhecer Deus.

Além disso, você me pergunta como se faz para escrever o livro da vida, ou seja, programar o ego humano. Da mesma forma tenho que lhe dizer que não dá para você saber como isso é feito, pois a razão humana não tem conhecimentos científicos espirituais nem para saber o que é ego. Como, então, saber como programá-lo? Impossível.

Como uma mente humana poderia saber como é Deus? Deus não tem forma, já que no mundo espiritual nada tem forma. Como conhecer algo que é amórfico?

Aliás, pelo mesmo motivo, digo que você não conhece nem você mesmo, o espírito. Como conhecer a si mesmo se você é amórfico também?

A mente humana não pode conhecer as coisas do mundo espiritual porque elas não possuem formas e tudo que não tem como ser percebido não existe para o mundo humano. Isso para ficarmos apenas em um aspecto, mas existem tantas outras coisas nos elementos extra-matéria que nem dá para dizer que vocês não podem conhecer, pois não teria como explicar porque não podem conhecê-los.

Deixe-me dizer-lhe algo: existe um mandamento de Moises que até hoje foi mal entendido. Ele é tão complexo que até a igreja católica alterou o seu texto para não ter que explicá-lo.

Trata-se do segundo mandamento dado por Deus a Moisés. Ele diz o seguinte: não faça imagens de nada que está no céu, na terra ou abaixo da terra. O céu seria o mundo espiritual, o mundo superior. A terra é a sua existência carnal e o mundo de abaixo da terra trata-se da forma como os judeus conheciam o inferno ou o mundo espiritual inferior. Não faça imagens, ou seja, não imagine nada.

O que o mandamento quer dizer é o seguinte: não queira conhecer formas ou descrições de nada que há no céu, na sua própria existência ou nos planos espirituais inferiores.

Os amigos espirituais não tem como lhe contar estas coisas, pois vocês não conseguem fazer figuras da realidade universal. Você me diria: “mas, muitos falam de coisas extra-matéria, inclusive o senhor”. Sim, falamos, mas quando abordamos o que está além da matéria ou a própria realidade da matéria nos utilizamos de figuras. Ou seja, comparamos o elemento universal a alguns elementos conhecidos da razão apenas para que vocês possam ter uma noção. Apesar disso fica o ensinamento: não se preocupem em querer entender perfeitamente, porque não irão.

Por exemplo: Deus é emanação do Amor. Isso é Perfeito, pois o Senhor do Universo é a emanação do Amor Universal.

Agora o que é amor que Ele é? O que é emanar no caso de Deus? Você não sabe, você não conhece, pois nestas coisas existem elementos que você não tem a menor noção do como procede para poder conhecer a realidade. Portanto, não adianta querer imaginar a emanação do amor.

Não faça imagens de nada que está no céu, na Terra ou abaixo dela: eis aí um grande ensinamento.

Sinceramente, eu morro de rir quando ouço um ser humano descrevendo uma planta do mundo espiritual ou qualquer elemento extra-matéria. Já repararam que a descrição destes elementos os torna igual aos que existem na Terra? Já repararam que eles funcionam do mesmo jeito que aqui na Terra? Isso é até anti-científico, pois no mundo espiritual não existem elementos que algumas coisas precisam para funcionar aqui na Terra.

Além do mais, será que Deus precisa copiar as coisas materiais para poder colocá-las no Universo? Como diria o Espírito da Verdade: é o homem considerando-se o ser forte que não vê nada acima dele.

Não, não faça imagem das coisas além da matéria. Quando sair da carne, não procure Deus através de forma, não queira “ver” Deus: procure-o no seu coração. Não procure Deus na visão, mas no sentimento, no amor. Unir-se a Deus não é chegar perto de Dele, mas sim vibrar, pulsar na mesma freqüência que o Pai pulsa.

Agora se você quiser saber através da mente humana o que é pulsar para poder fazer isso, não vai saber. O pulsar realiza-se no coração e, como vocês mesmo dizem, a razão desconhece o sentimento.

Mas, alguém fez uma imagem interessante para o espírito: uma almôndega pulsante. O espírito algo feito por alguma coisa que se desconhece e que pulsa como o coração.

Isso é uma imagem do espírito para essa pessoa. Você faça a que quiser, pois nem você nem aquela pessoa estão “certos” e jamais poderão estar enquanto humanizados. Se quiser, vamos dizer, ser mais romântica, pense que o espírito é numa estrelinha brilhando ou numa nuvenzinha pulsando raios. Você faz a imagem que quiser e nenhuma das que fizer estará “errada”, mas será apenas uma imagem que lhe serve como parâmetro para compreender o incompreensível.
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MensagemColocada: Qua Dez 17, 2008 3:20 am    Assunto: Responder com Citação

Participante – No livro Nosso Lar de André Luiz, que a maioria de nós já leu, é colocada a imagem que o senhor falou: no céu tudo é igual a terra. Só que neste em outros livros as coisas de lá são melhoradas.

Isso é desta forma para que vocês possam ter uma noção das coisas que lá existem. Mas, apesar disso, insisto no meu aviso: não façam imagens. Isso porque as coisas lá não são exatamente o que vocês imaginam ser.

Agora, porque os espíritos usam estas imagens? Para lhes passar ensinamentos sobre a reforma íntima.

Os espíritos da época do início do espiritismo tiveram que fazer imagens para mostrar que existia um mundo espiritual ativo. Precisavam mostrar a humanidade que no céu há coisas e não apenas o sono eterno pregado pela doutrina católica. Hoje, que vocês já não acreditam, isso não é mais preciso e Deus manda novos auxiliares para ampliar a visão sobre a vida depois da carne.

Imagine se André Luiz ao escrever o Nosso Lar falasse do mundo espiritual como estamos falando agora (não há nada que vocês possam compreender ou imaginar)? Talvez o espiritismo nem existisse no Brasil.

Portanto, esta forma de falar foi necessária durante um tempo para vocês e ainda é necessária para outros. Por isso os livros espíritas continuam sendo escritos.

Participante – Mesmo porque nós já aprendemos que não é porque desencarnamos que nos tornamos repentinamente perfeitos. Muitos espíritos estão em uma fase de evolução em que essas coisas precisam ser plasmadas tais como na Terra.

Perfeito. Mas, porque isso acontece? Porque são espíritos ainda presos a egos materiais.

Sendo assim, nesse trabalho sobre a maior aventura do espírito, a encarnação, enceramos hoje uma fase importante. Aquela que trata da criação da realidade com a qual a personalidade humana vive. A partir de agora, vamos entrar na fase dos instrumentos da elevação espiritual.

Já falamos de espiritualismo, ecumenismo e universalismo. Agora vamos estudar algumas – vou colocar esta palavra entre aspas para entendermos que trata-se de sentido figurado – “verdades universais”. Vamos estudar alguns instrumentos que existem nos egos, mas que durante a realidade fictícia que ele cria não são perceptíveis. Apesar de vocês não perceberem a presença destes instrumentos, eles fundamentam a lógica humana.

A partir da próxima conversa, então, vamos começar a estudar essas “verdades universais” que o ego não utiliza durante as realidades virtuais humanas, mas vocês precisam saber da existência delas para compreender como o que a personalidade humana cria está fora da realidade real.
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MensagemColocada: Qua Dez 17, 2008 3:20 am    Assunto: Responder com Citação

Perdoem-me, durante o assunto carma esqueci de falar algo muito importante: eu e todos os mentores somos carmas também. Nós fazemos parte da programação da existência de cada personalidade humana que convive conosco.

É preciso deixar este aviso porque senão parece que nós estamos fora do mundo virtual e isso é irreal. Eu sou uma realidade virtual para vocês.

Eu não sou preto, não sou velho, não me chamo Joaquim e nem essa voz é minha. Eu sou um espírito, ou seja, algo que vocês não têm condições de saber o que é.

Então, eu e meus ensinamentos, assim como qualquer mentor e suas instruções, somos elementos criados por Deus para agir junto à sua personalidade humana e nossa relação já estava pré-determinada antes da encarnação.
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