Espiritualismo Ecumênico Universal

 
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9 - Conclusão

 
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Autor Mensagem
universalismo
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Registrado em: 13 Mar 2007
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MensagemColocada: Qui Abr 26, 2007 12:24 pm    Assunto: 9 - Conclusão Responder com Citação

9 - Conclusão

Nesta simples análise que fizemos a partir do ensinamento dos mestres reside a “ciência” da vida. Aqueles que buscam ser fiéis a estes ensinamentos precisam ensinar desta forma também. É por isso que nosso ensinamento é, na maioria das vezes, diferente daqueles que são passados pelas religiões criadas sobre estes mesmos ensinamentos.

Nós jamais poderíamos fazer ou dizer algo apenas para satisfazer (atender suas verdades) apenas para lhe manter fiel a nós. Se nós disséssemos o que você quer ouvir, ou seja, aquilo no que você acredita e que está dentro da sua lógica humana, estaríamos corroborando com as suas ilusões, com os seus mayas.

Além de não estar auxiliando ninguém a vencer, estaríamos aprisionando os espíritos humanizados aos seus próprios mayas. Não estaríamos a serviço de Deus, mas sim do diabo, do ego, do ser humanizado: aquele espírito puro que “caiu do céu” (teve que encarnar) por se achar capaz de julgar a Deus (escolher sensações dualistas).

O conhecimento do ensinamento de Sidarta Gautama sobre os “cinco agregados” fundido aos ensinamentos dos mestres Krishna, Cristo e do Espírito da Verdade através de Kardec, que explicam a forma de “ver” as coisas do mundo através do processo raciocínio como fizemos hoje, explica tudo que um ser humanizado precisa compreender sobre a vida para utilizá-la como instrumento da elevação espiritual.

A visão espiritualista, ecumênica e universalista dos ensinamentos mostra como se processa a vida. Como o ser humanizado cria a ilusão e como a utiliza: como um preconceito, um conceito (verdade) formado anteriormente até a própria existência.

Fala da ilusão de que o ser humano tem de que “nasceu” para ser servido pelo mundo quando é exatamente ao contrário: ele “nasceu” para que o mundo lhe sirva não o contentando, pois só quando eles agem desta forma o ser tem condições de executar o seu trabalho espiritual.

Agora se utilizássemos estes mesmos conhecimentos para lhe fazer sonhar com um mundo criado completamente dentro das suas verdades, estaríamos aprisionando-o ao que você gosta, ao que quer fazer, ao que sabe fazer e aí você não conquistaria nada.

Para que você seja servido pelo mundo (só acontecer o que “gosta”) seria necessário que os outros lhe servissem (fizessem aquilo que você quer). Isto para mim tem um nome: exploração. Aquele que quer mudar o mundo e não a si (suas sensações) explora os outros para ser feliz.

A felicidade é incondicional. Ela jamais poderá ser alcançada através de sensações individualistas que a condicionam. Ela só poderá ser alcançada com a união perfeita com Deus através do amor universal. Com a consciência espiritual que nos coloca de frente para o Pai, que vê Deus ao nosso lado nos “carregando no colo” e incitando-nos: “vamos filho, vamos, sai desta ilusão, sai deste maya”.

É por isso que o mundo não trabalha ao nosso favor (não acontece só o que queremos). É por isso que a vida acontece contrariamente ao que queremos. Se acontecesse apenas o que queremos era mais fácil permanecer vivo (viver na consciência material), do que buscar a ressurreição (vida na consciência espiritual) e nenhum trabalho espiritual seria realizado.

É por não ter a consciência de que aquele que não faz o que queremos é nosso amigo (nos auxilia na elevação espiritual) que o tratamos como “inimigo”. Não viemos a este mundo para viver apenas com as pessoas que nos satisfazem, pois como Cristo ensina, é fácil abraçar um amigo, quero ver é cumprimentar o inimigo. Nós pedimos para interagir com pessoas que não nos satisfazem, para poder aprender a “caminhar” ao lado do suposto inimigo sem guerreá-lo, mas servindo-o, ou seja, amando-o.

Acho que agora fica claro que o que é real para você é ilusão, pois ainda está preso à obra fictícia que você mesmo criou e colocou “dentro” de você para se libertar e assim conseguir alcançar a felicidade incondicional nesta vida e uma boa posição depois do desencarne.

Pergunta: Como saber se o que o senhor fala não é maya também?

Tente aplicar o que eu falo nos ensinamentos dos mestres. Tente aplicar os ensinamentos de Cristo no que conversamos hoje.

Se seu olho lhe faz pecar, arranque-o fora, pois é melhor entrar no reino do céu sem um olho do que ir para o inferno com o corpo inteiro: deixe de “ver” as coisas, ou seja, deixe e dar valor aos acontecimentos da vida.

Quando um cego guia o outro os dois caem no buraco: enquanto houver verdades sempre existirão desavenças. Portanto, deixe de ser cego (ter verdades) para poder auxiliar bem o seu próximo.

Aí os apóstolos perguntam: você está dizendo que nós somos cegos? Cristo responde: se você diz que pode ver então é cego, pois aquele que vê de verdade nada enxerga, ou seja, não atribui valor algum às coisas.

Retire a trave que está no seu olho e não o cisco que está no olho do próximo, pois o problema é o que você “enxerga” (atribui sensação) e não o que o outro está fazendo.

Porque você se preocupa com o amanhã, se o amanhã é criado por Deus.

Colocar o que conversamos hoje sobre o ensinamento do Buda não precisa porque foi o que usamos, mas compare com o ensinamento do Krishna: tudo que existe é fruto da ação de um guna pensante com um guna pensado e por isso é maya.

Coloque tudo que falamos hoje em comparação com o ensinamento do Espírito da Verdade à Kardec: Deus causa primária de todas as coisas, se existe uma inteligência inferior tem que haver uma superior e é ela que comanda todas a inferior.

Os espíritos conhecem os nossos pensamentos? Muito mais do que penas, pois são eles que lhe dão os pensamentos. E como saber o que é nosso pensamento e o que vem de fora? O pensamento que o espírito lhe traz de fora é sempre uma idéia, uma palavra, uma voz que lhe fala enquanto que o seu é inconsciente.

Para saber se o que estamos falando é Real, é só compará-lo com os ensinamentos do mestre. Agora, se você quiser compará-lo às verdades que seres humanizados, ou seja, em busca da satisfação material, criaram em cima dos ensinamentos dos mestres aí não vai dar certo.

Agora, apesar disso, eu posso lhe afirmar que o meu ensinamento é maya. Sabe por que? Porque você está querendo raciocinar logicamente o que estou falando e ao fazer isso criou um maya.

Desta forma, o que eu falo é Real, mas o que você compreende é maya.

Pergunta: Em outra palestra o senhor afirmou que o espírito está parado, deitado, apenas vivendo uma vida mental. O senhor pode comentar melhor isso?

Essa realidade ou informação real foi trazida por André Luiz no livro “Nosso Lar”.

Quando ele entra na enfermaria e vê espíritos deitados em macas com movimentos faciais pergunta ao seu mentor: o que está acontecendo. O mentor diz: são os espíritos vivendo a sua vida.

Sim isso é verdade. A sua vida, o que você conhece como vida é uma atividade mental e não física. Nem física de corpo nem física de espírito: é somente a ação dos cinco agregados do espírito.

Não é com o braço, com a perna ou com qualquer outra parte do corpo (ações físicas) que se vence a elevação espiritual. Por isso Cristo disse que se qualquer parte do corpo lhe atrapalhar á jogue fora.

A elevação espiritual se conquista no trabalho junto aos “cinco agregados”, ou seja, com atenção plena às formações mentais que retratam as sensações escolhidas e os conceitos sobre as formas percebidas que foram armazenados na consciência.

Aí a partir deste trabalho que se “vive” ou se “morre”. É aqui que se vence ou se perde no sentido espiritual. Todo resto, todas as ações e movimentações que você percebe é apenas ação carmática.

São ficções que você valoriza criando mayas, vivendo a ação dos cinco agregados como se fosse realidade.

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